terça-feira, novembro 25, 2008

"Quando se sente grato, o medo desaparece e a abundância aparece." – Anthony Robbins


GRATIDÃO

O homem por detrás do balcão olhava para a rua de forma distraída. Uma menina aproximou-se da loja e encostou o narizinho contra o vidro da montra. Os olhos da cor do céu, brilhavam quando viu um determinado objecto. Entrou na loja e pediu para ver o colar de turquesa azul.- É para minha irmã. Pode fazer um embrulho bonito? - disse ela. O dono da loja olhou desconfiado para a menina e perguntou-lhe: - Quanto de dinheiro é que tens? Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço e começou desfazer os nózinhos. Colocou-o sobre o balcão e feliz, disse: - Isto dá? Eram apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa. - Sabe, quero dar este presente à minha irmã mais velha. Desde que a nossa mãe morreu ela cuida de nós e não tem tempo para ela. É o aniversário dela e tenho certeza que vai ficar muito feliz com o colar que é da cor dos seus olhos. O homem foi para o interior da loja, colocou o colar num estojo, embrulhou-o com um vistoso papel vermelho e fez um enorme laço, lindo, com uma fita verde. - Toma! - disse à menina. Leva com cuidado. Ela saiu feliz saltitando pela rua abaixo. O dia ainda não tinha chegado ao fim quando uma linda jovem de cabelos loiros e olhos azuis entrou na loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou: - Este colar foi comprado aqui? - Sim senhora. - E quanto custou? - Ah!, disse o dono da loja, o preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o cliente. A jovem continuou: - Mas a minha irmã tinha somente algumas moedas! O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo! O homem agarrou no estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e devolveu-o à jovem. - Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar. - ELA DEU TUDO O QUE TINHA! O silêncio encheu a pequena loja e duas lágrimas rolaram pela face emocionada da jovem enquanto as suas mãos pegavam no pequeno embrulho.

A verdadeira entrega é darmo-nos por inteiro, sem restrições, e não esperar nada em troca.
A gratidão de quem ama não coloca limites para os gestos de ternura.
Sinta-se sempre grato, e não espere pelo reconhecimento de ninguém. A gratidão com amor não apenas aquece quem recebe, como reconforta quem oferece.

terça-feira, novembro 18, 2008

"Se pode sonhar, pode fazê-lo. Lembre-se sempre que esta coisa toda teve início num sonho e num rato." - Walt Disney



CONQUISTAS

No seu livro "O coração de um campeão", Bob Richards, detentor de algumas medalhas olímpicas, fala da importância de se acreditar nos sonhos e lutar por eles. E para ilustrar, narra um episódio passado com o famoso atleta Charley Paddock.Certo dia Paddock fazia uma palestra num ginásio de Cleveland, e a certa altura disse: "quem sabe, talvez, haja aqui alguém que um dia vá ganhar provas numa olimpíada." Encerrada a assembleia dos alunos aproximou-se dele um jovem negro, magricela, de pernas finas, que estivera sentado ao fundo da sala e disse-lhe timidamente: "eu daria tudo para ganhar uma corrida importante algum dia." Paddock olhou para ele e respondeu calorosamente: "e PODES, meu filho. Basta que faças disso a tua meta de vida e dês tudo de ti para a alcançar" Em 1936 aquele jovem, cujo nome era Jessie Owens, ganhou várias medalhas de ouro nas olimpíadas de Berlim, e bateu diversos recordes. Adolf Hitler, ao saber do seu maravilhoso desempenho, ficou furioso pois a realização do sonho daquele jovem, representou um duro golpe para o louco sonho do ditador, de criar uma raça ariana superior.Quando Jessie Owens voltou para os Estados Unidos teve uma recepção festiva nas ruas. Naquele dia outro rapazinho negro, de pernas finas, conseguiu comprimir-se entre a multidão, chegou perto dele e disse: "eu gostaria muito de correr numa olimpíada quando crescer!" Jessie lembrou-se do que lhe acontecera, apertou a mão do rapazinho e respondeu: "SONHA alto, meu filho. E dá tudo de ti para chegar lá." Em 1948, era o rapazinho Harrison Dillard que ganhava medalhas de ouro nos jogos olímpicos daquele ano. Por sua vez um estudante entusiasmado com tudo isso, estava a treinar o salto em altura, preparando-se para um campeonato estadual. Após cada salto, seu técnico elevava um pouco mais a barra. Até que colocou na altura do recorde da prova. O rapaz protestou: "ah, não. Como é que vou saltar essa altura?" Ao que o treinador replicou:"atira o coração por cima da barra que o teu corpo irá junto..."

Todos nós os que lutamos, reconhecemos que os sonhos têm um força propulsora. Por isso, devemos restaurar os sonhos que se frustraram, realizar os que ainda não foram realizados e reformular os sonhos com “defeito”. Sobretudo não nos podemos esquecer que se temos capacidade para conquistar os nossos sonhos, também temos a força de vontade necessária para reformular o nosso carácter. Pense nisso, e aja ainda hoje, enquanto é tempo! Invista em você mesmo!

"Se você investir uma hora todos os dias, na sua área de desenvolvimento escolhida, será um perito nacional nessa área, em cinco anos ou menos." - Earl Nightingale

terça-feira, novembro 11, 2008

"Os muros de tijolo estão lá por um motivo: eles existem para que possamos provar a nós mesmos o quanto queremos as coisas." – Randy Pausch


O Casulo e a Borboleta

Um dia, apareceu uma pequena abertura num casulo. Um homem que passava sentou-se e observou a borboleta por várias horas, atento a como ela se esforçava para fazer com que o seu corpo passasse através daquele pequeno buraco. De repente, pareceu-lhe que ela parou de fazer qualquer progresso. Talvez ela tivesse ido o mais longe que podia e não conseguisse avançar mais.

Então, o homem decidiu ajudar a borboleta. Pegou numa tesoura e cortou o que restava do casulo. A borboleta saiu facilmente mas o seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas. O homem continuou a observar a borboleta porque esperava que a qualquer momento, as suas asas se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo, que se iria firmar a tempo. Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto da vida a rastejar com um corpo murcho e as asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.

O que o homem com a sua gentileza e vontade de ajudar, não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário para sair do seu interior eram essenciais para a borboleta. A própria natureza faz com que o fluido do corpo da borboleta se dirija para as suas asas, de modo a capacitá-la a voar uma vez que se tenha libertado do casulo.

Grande parte senão todas vezes, o esforço é justamente o que mais precisamos para crescer. Os obstáculos, os muros de tijolo ou betão que se nos atravessam no caminho servem, NÃO para nos demover mas SIM para testar o quão determinados estamos em atingir o nosso objectivo. É como quando treinamos no ginásio e fazemos uma série de 10 repetições; é a “só mais uma”, a 11ª que faz a diferença no crescimento do músculo!
Se caminhássemos através da jornada que é a nossa VIDA sem quaisquer tipos de obstáculos seríamos incompletos. Nunca teríamos a oportunidade de sermos fortes e determinados como estamos destinados a ser… Nunca poderíamos “VOAR”!

terça-feira, novembro 04, 2008

"Não existem mal-entendidos; apenas falhas de comunicação." - Senegalese Proverb



A Janela

Um casal, recém-casado, foi viver para uma zona muito tranquila.
Logo na manhã do primeiro dia que passavam na casa nova, enquanto tomavam o pequeno-almoço, a esposa reparou através da janela numa vizinha que pendurava lençóis, e comentou com o marido:
- Os lençóis que a nossa vizinha está a pendurar, estão sujos!
- Ou vê mal ou está a precisar de um detergente novo… Se já tivesse intimidade com ela perguntava-lhe se ela precisa que eu a ensine a lavar roupa!

O marido observou e ouviu calado.

Alguns dias depois, novamente, durante o pequeno-almoço, a vizinha pendura os lençóis no varão e a esposa comenta de novo com o marido:
- A nossa vizinha continua a pendurar lençóis sujos! Quando tiver mais intimidade com ela vou-lhe perguntar se precisa que eu a ensine a lavar a roupa!

E assim, a cada dois ou três dias, o marido ouvia o mesmo discurso, enquanto a vizinha pendurava a roupa..

Passado cerca de um mês a esposa fica surpreendida ao ver uns lençóis extraordinariamente brancos a serem estendidos, e empolgada vai dizer ao marido:
- Já viste querido, finalmente a nossa vizinha aprendeu a lavar a roupa! Será que alguma das nossas vizinhas a ensinou??? Porque eu não fiz nada…

O marido calmamente respondeu:
- Não meu amor, eu hoje levantei-me mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!!!

E assim é…
Tudo depende da janela, através da qual observamos os factos.
As janelas são os filtros que impomos a nós mesmos, e com os quais distorcemos, apagamos ou generalizamos a realidade que nos rodeia na nossa VIDA.
Antes de criticar, verifique se fez alguma coisa para contribuir; verifique os seus próprios defeitos e limitações.
Devemos olhar, antes de tudo, para nossa própria “casa”, para dentro de nós mesmos.
Só assim poderemos ter a verdadeira noção do real valor dos acontecimentos.
Lave os vidros. Abra as suas janelas.

sábado, novembro 01, 2008

Livro do Mês:


O Poder do Agora
Eckhart Tolle
Editorial Presença


Espiritualidades

À primeira vista, a vida parece ser composta apenas de sofrimento e carências constantes. Mas basta reflectir um pouco para perceber que todos os nossos problemas são ou ressentimentos do passado ou preocupações com o futuro, ou seja, são projecções mentais que nos afastam do momento presente, do eterno Agora. É aí que se encontram a paz e a libertação. O Poder do Agora apresenta, de forma simples e acessível, os preceitos de um misticismo a um tempo clássico e contemporâneo, com influências das mais diversas escolas religiosas, mas sem qualquer denominação ou filiação específica. Sob a forma de explicações concisas, perguntas e respostas e trechos para meditação, ensina como combater as ilusões da mente que nos levam a criar os nossos próprios problemas, conduzindo a uma tomada de consciência a nível profundo e a uma radical transformação da nossa visão do mundo. Uma lição simples e singela, mas importante: como usar o potencial do presente, como viver no agora, mostra-nos como nós próprios somos a origem da nossa dor e dos nossos problemas. A nossa mente tende sempre a seguir um caudal de pensamentos dirigindo-se para o passado ou para o futuro, esquecendo-se constantemente do presente. Mas é no presente, e na consciência do presente, que podemos encontrar a paz e a libertação.

terça-feira, outubro 28, 2008

"Conquistar qualquer dificuldade traz a quem o faz uma secreta alegria, pois isso significa deixar para trás uma linha de fronteira e adicionar uma de liberdade." - Henri Frederic Amiel


Determinação

Erik Weihenmayer subiu aos cumes mais altos de cada um dos sete continentes. A 5 de Setembro de 2002, o dia do seu sétimo pico, juntou-se a um grupo restrito (inferior a 100) de Alpinistas a alcançarem esse feito.

É incrível a sua força interior; é essa FORÇA que lhe permitiu resistir aos mais diversos e poderosos elementos da natureza; ventos ensurdecedores, tempestades avassaladoras de neve e gelo, e ainda a escassez de oxigénio. Erik, o super atleta, também corre maratonas, é um ciclista de longas distâncias, e voa em parapente. Uma última nota sobre o Erik: ele é cego.


Ao ser o primeiro homem cego a subir o Monte Everest, Erik desfez a percepção que o mundo tinha acerca dos invisuais. No entanto o seu objectivo nunca foi esse, e as palavras são suas: "eu não escalo montanhas para provar que as pessoas cegas podem escalar montanhas, eu escalo montanhas, porque AMO fazê-lo”.

Não é aquilo temos que faz a diferença, mas sim o que fazemos com o que nos foi dado. O espírito humano pode ser invencível. Nós temos a capacidade de nos empurrarmos muito para além das aparentemente rígidas leis da natureza. Ao abraçar a adversidade e ao não se deixar limitar pelas suas limitações físicas, este homem mostrou-nos que o nosso estado de espírito é tudo. São as nossas convicções que nos limitam ou que nos potenciam. Esta semana ultilize as suas convicções ilimitadoras e potencie os SEUS recursos…


Homem sábio é aquele que não se penaliza pelas coisas que não tem, mas que se regozija com aquelas que dispõe. - Epictetus

terça-feira, outubro 21, 2008

"a VIDA não é uma questão de esperar para que passe a tempestade, é uma questão de aprender a dançar à chuva!" - Autor Desconhecido


Enfrente a tempestade sem perder a capacidade de SORRIR

A Leonor fazia todos os dia a pé o percurso desde a sua casa até à escola, tanto de ida como de volta.

Certo dia, quando fazia o caminho de regresso a casa, desaba uma forte tempestade.

A mãe Vanessa ao saber que era a hora em que a filha deveria estar a sair da escola dirigiu-se para o local, pois imaginava que a pequena Leonor estaria apavorada com tantos raios e trovões.
Quando encontrou a filha ela já vinha a andar no meio da tempestade, a mãe reparou, para sua enorme surpresa, que, a cada relâmpago a criança olhava para cima e sorria.
Finalmente, quando a filha entrou no carro, a mãe, curiosa, comentou:

- Filha, parecia que não estavas com medo da chuva, pois reparei que estavas a sorrir a cada relâmpago.

- Claro, mãe - respondeu a menina - O céu não pára de me tirar fotografias!!! E quero que Deus me veja sempre a SORRIR...

As crianças conseguem sempre surpreender-nos pela sua simplicidade de análise e resolução expedita e prática dos mais variados obstáculos.
Empiricamente a Leonor aplicou os 3 Mandamentos da Liderança: 1. Ver as coisas como elas são, mas não pior do que são, 2. Vê-las melhor do que são, criar uma visão e 3. Tornar essa visão REAL.
Os acontecimentos exteriores que não controlamos provocam-nos medo, bloqueando-nos nas nossas convicções. Por não estarem “domesticadas” as crianças conseguem superar naturalmente as suas limitações. Esta semana seja Líder a testar as suas convicções e pense no que está a ganhar em manter “aquela” convicção…

terça-feira, outubro 14, 2008

"Uma pedra intransponível para o pessimista, é uma pedra de apoio para o optimista." - Eleanor Roosevelt


Crise & Oportunidade

Um homem vivia na beira de uma estrada e ganhava a vida a vender cachorros-quentes. Não tinha rádio e, por deficiência de visão, não podia ler jornais. Em compensação, vendia bons cachorros-quentes.

Certo dia colocou um cartaz na beira da estrada, a anunciar os seus fantásticos cachorros quentes, e para dar mais força ao seu marketing de venda sempre que alguém passava ele gritava: "Olha o cachorro-quente especial!!!"

Quem passava ia comprando e como de facto os cachorros eram muito bons, iam passando a palavra. Com isso, o homem aumentou as suas vendas, e com o aumento nas vendas aumentaram os seus pedidos de pão e salsicha. O negócio dos cachorros foi crescendo até que o homem acabou por construir um pequeno restaurante.

Um dia, ao telefonar para o filho que morava noutra cidade para lhe contar as novidades, este disse-lhe:
- "Pai, não tem ouvido a rádio? Não tem lido jornais? Há uma crise muito séria e a situação internacional é perigosíssima!"

Diante disso, o pai pensou:
- "O meu filho estuda na universidade! Ouve rádio e lê jornais... portanto, deve saber o que está a dizer!"

Então, o homem preocupado com a crise reduziu os pedidos de pão e salsichas, retirou o cartaz da beira da estrada, e não apregoou mais os seus cachorros-quentes… As vendas caíram do dia para a noite!

Passado algum tempo volta a ligar ao filho e diz-lhe:
- "Meu Filho, tu tinhas razão, a crise é mesmo muito séria!"

Em chinês a palavra crise (“wei-chi”) é composta por dois caractéres: Perigo e Oportunidade. Da mesma forma as crises com que nos cruzamos na nossa vida trazem consigo um “perigo” e uma “oportunidade”. Se concentramos a nossa atenção, o nosso “focus” na direcção da oportunidade conduzimos as nossas forças, os nossos recursos nesse sentido. O mesmo acontece se nos focarmos no perigo…
Esta semana Invista alguns minutos da sua VIDA e avalie qual a direcção que está a tomar!

terça-feira, outubro 07, 2008

"É divertido fazer o impossivel." - Walt Disney

O Caracol

Quando lhe for dito que não consegue ou que não é capaz de fazer algo . . .







Lembre-se que NADA é impossível, quando desejado e executado com Paixão, Amor e Dedicação!

quarta-feira, outubro 01, 2008

Livro do Mês:



A Última Aula
Randy Pausch; Jeffrey Zaslow
Editorial Presença

Espiritualidades

Um testemunho inspirador, transformado em livro, da última aula do Professor Randy Pausch, vítima de cancro em fase terminal

Quando Randy Pausch, professor de Ciência Computacional na Carnegie Mellon University, apresentou a sua própria Última Aula, tinha 46 anos e um gravíssimo cancro do pâncreas. Por isso, não lhe foi necessário fazer um grande esforço para se imaginar na situação. Randy Pausch estava decidido a viver da melhor maneira o tempo que lhe restava e considerou que aquela oportunidade podia ser única para deixar aos filhos de tenra idade uma imagem positiva do homem que ele profundamente é. Então, em Setembro de 2007, apresentou a palestra que intitulou: «Conquistar os nossos sonhos de infância».

A Última Aula de Pausch transmite uma contagiante energia, inteligência e sentido de humor. Foi na realidade uma lição de Vida que está a ser, agora em livro, e permanecerá, uma fonte de inspiração para milhões de pessoas.

«A palestra de Pausch inspirou milhões a seguir o seu exemplo.» -
USA Today

«Com a clareza de espírito que talvez só uma pessoa que enfrenta a morte pode ter, o livro de Randy Pausch dá-nos a sua receita para uma vida feliz… A sua verdadeira sabedoria consiste em tentar aproveitar cada dia que lhe resta com a família, ao mesmo tempo que tenta prepará-los para uma vida sem ele.» -
New York Times

«Considero a palestra de Pausch mais útil do que qualquer um dos livros sobre liderança e motivação que vieram parar à minha secretária este ano.» - Financial Times

domingo, setembro 28, 2008


"O homem não existe simplesmente mas decide sempre como será a sua existência, o que se irá no momento seguinte" - Vitor Frankl

VENCEDOR & vencido

Quando um VENCEDOR comete um erro, diz: ”Enganei-me”, e aprende a lição.
Quando um vencido comete um erro, diz: ”A culpa não foi minha”, e responsabiliza terceiros.

Um VENCEDOR sabe que a adversidade é o melhor dos mestres.
Um vencido sente-se vítima perante uma adversidade.

Um VENCEDOR sabe que o resultado das coisas depende de si.
Um vencido acha-se perseguido pelo azar.

Um VENCEDOR trabalha muito e arranja sempre tempo para si próprio.
Um vencido está sempre "muito ocupado" e não tem tempo sequer para os seus.

Um VENCEDOR enfrenta os desafios um a um.
Um vencido contorna os desafios e nem se atreve a enfrentá-los.

Um VENCEDOR compromete-se, dá a sua palavra e cumpre.
Um vencido faz promessas, não “mete os pés a caminho” e quando falha só se sabe justificar.

Um VENCEDOR diz: "Sou bom, mas vou ser melhor ainda".
Um vencido diz: "Não sou tão mau assim; há muitos piores que eu".

Um VENCEDOR ouve, compreende e responde.
Um vencido não espera que chegue a sua vez de falar.

Um VENCEDOR respeita os que sabem mais e procura aprender algo com eles.
Um vencido resiste a todos os que sabem mais e apenas se fixa nos seus defeitos.

Um VENCEDOR sente-se responsável por algo mais que o seu trabalho.
Um vencido não se compromete nunca e diz sempre: “Faço o meu trabalho e é quanto basta”.

Um VENCEDOR diz: “Deve haver uma melhor forma de o fazer. . .”
Um vencido diz: “Sempre fizemos assim. Não há outra maneira.”

Um VENCEDOR é PARTE DA SOLUÇÃO.
Um vencido é PARTE DO PROBLEMA.

Um VENCEDOR consegue "ver a parede na sua totalidade".
Um vencido fixa-se "no azulejo que lhe cabe colocar".

Ser VENCEDOR ou vencido, não se trata de uma circunstância da VIDA é apenas um estágio. Há que fazer escolhas. Para se ser VENCEDOR há que haver sido vencido. Perante as adversidades da VIDA pode-se optar por permanecer como vencido ou como VENCEDOR. As adversidades e os obstáculos da VIDA não têm como fim fazer do VENCEDOR vencido, mas sim colocarem à prova os seus valores e as suas convicções testando-o o quanto quer VENCER. vencido ou VENCEDOR é uma escolha, não uma opção…


domingo, setembro 21, 2008


"A felicidade não reside nas posses nem no ouro, o sentimento de felicidade habita na alma." - Democritus

O Anel

Um aluno chega ao seu professor com um problema:
- Venho aqui, professor, porque sinto-me muito em baixo, não tenho forças para fazer nada! Dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lento e pouco inteligente. Como posso melhorar?
O que posso fazer para que me valorizem mais?
O professor, sem olhar, disse:
- Sinto muito meu jovem, mas agora não te posso ajudar, primeiro tenho que resolver o meu próprio problema. Talvez mais tarde…
E fazendo uma pausa falou:
- No entanto, se me ajudares, eu posso resolver meu problema com mais rapidez e depois talvez ajudar-te a resolveres o teu.
- Claro, professor, gaguejou o rapaz, sentindo-se outra vez desvalorizado
O professor tirou um anel que usava no dedo, deu ao rapaz e disse:
- Monta no teu cavalo e vai até o mercado. Deves vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida.
É preciso que obtenhas pelo anel o mais possível, mas não aceites menos que uma moeda de ouro. Vai e volta com a moeda o mais rápido possível.
O aluno pegou no anel e partiu.
Mal chegou ao mercado começou a oferecer o anel aos mercadores.
Estes olhavam com algum interesse, até o rapaz dizer quanto pretendia pelo anel.
Quando o rapaz mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem sequer olhar para ele, apenas um velhinho foi amável ao ponto de lhe explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.
Tentando de alguma forma ajudar o rapaz, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.
Depois de oferecer o anel a todos os que passavam pelo mercado e abatido pelo fracasso, montou a cavalo e regressou. Nesse instante desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, livraria assim a preocupação do seu professor e receberia a sua ajuda e os seus conselhos.
Entrou na casa do Professor e disse:
- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar alguém sobre o valor deste anel.
- Importante o que me disseste meu jovem, contestou sorridente. Devemos saber primeiro o valor do anel. Volta a montar no teu cavalo e vai até ao ourives. Quem melhor que ele para saber o valor exacto do anel? Diz-lhe que queres vender o anel e pergunta-lhe quanto te dá por ele. No entanto, não importa o quanto ele te ofereça, não o vendas! Voltas aqui de novo com o meu anel…
O rapaz foi até ao ourives e entregou-lhe o anel para que este o examinasse. O ourives avaliou o anel com uma lupa, pesou-o e disse:
- Diz ao teu professor que, se ele o quiser vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel…
- 58 MOEDAS DE OURO! Exclamou o jovem.
- Sim, replicou o ourives, eu sei, não é o valor justo, com mais tempo talvez eu pudesse oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente...
O rapaz correu emocionado a casa do professor para contar o que correu.
- Senta-te, disse o professor e depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, disse:
- Tu és como este anel, uma jóia valiosa e única. Só podes ser avaliado por um especialista. Pensavas que qualquer um podia descobrir o teu verdadeiro valor?
E dizendo isto voltou a colocar o anel no dedo.

Todos nós somos como este Anel. Valiosos e únicos, e percorremos todos os “mercados” da VIDA na expectativa que pessoas inexperientes nos valorizem. O nosso verdadeiro VALOR reside dentro de nós, e é incomparável. Não se deixe julgar ou avaliar por opiniões. Procure, potencie e ACREDITE no que o(a) torna único(a). Se não o faz, porque espera que outros que o façam por si? Repense o seu valor!

domingo, setembro 14, 2008


“No confronto entre o riacho e a rocha, o riacho ganha sempre… não através da força mas pela perseverança." - H. Jackson Brown

Persistência

Um homem investe tudo o que tem numa pequena oficina. Trabalha dia e noite, chega a dormir inclusive na própria oficina.

Para poder continuar a desenvolver o seu projecto, chega a empenhar as jóias da sua esposa.

Quando apresenta o resultado final de todo o seu trabalho e investimento a uma grande empresa, dizem-lhe que o seu produto não está de acordo com o padrão de qualidade exigido… O homem desiste?

Não! Decide voltar a estudar mais dois anos, durante esse tempo foi vítima do gozo dos seus colegas e de alguns professores que o chamavam de "visionário". O homem fica chateado? Não!

Após mais dois anos, a empresa que inicialmente o tinha recusado finalmente fecha contrato com ele.

Durante a guerra, sua fábrica é bombardeada duas vezes, sendo que grande parte dela é destruída. O homem desespera e desiste? Não! Reconstrói a fábrica, mas um terramoto destrói grande parte da fábrica. É a gota d'água e o homem desiste? Não!

Imediatamente após a guerra segue-se uma grande escassez de gasolina em todo o país e este homem não pode sair de automóvel nem para comprar comida para a família. Ele entra em pânico e desiste? Não! Criativo, ele adapta um pequeno motor à sua bicicleta, podendo assim deslocar-se. Os vizinhos ficam maravilhados e começam todos a querer também as chamadas "bicicletas motorizadas".

A procura por motores aumenta demasiado e passado pouco tempo ele fica sem matéria-prima. Decide então montar uma fábrica para esta sua nova invenção. Como não tem capital, resolve pedir ajuda às mais de quinze mil lojas espalhadas pelo país. Como a ideia é boa, consegue apoio de mais ou menos cinco mil lojas, que lhe adiantam o capital necessário para a indústria.

Fazendo curta uma história longa: hoje a HONDA CORPORATION é um dos maiores impérios da indústria automobilística japonesa, conhecida e respeitada a nível mundial. Tudo porque o Sr. Soichiro Honda, seu fundador, não se deixou abater pelos “terríveis” obstáculos que encontrou pela frente.

Por norma focamo-nos nos obstáculos e não na solução. Culpamos o “ambiente” deixando que ele nos supere, quando a solução passa por sermos NÓS a superá-lo. Os obstáculos existem para serem ultrapassados e para testar a dimensão da nossa MOTIVAÇÃO (motivo para a acção). Já testou a sua motivação esta semana?

domingo, setembro 07, 2008


“Não há nada nobre em ser superior a alguém. A única verdadeira nobreza está em ser superior ao seu antigo EU" – Whitney Young


Cenoura, ovo ou café?

Uma filha queixou-se ao pai sobre a sua vida e de como as coisas estavam difíceis para ela.
Ela já não sabia mais o que fazer, queria desistir. Estava cansada de lutar e combater.
Parecia que assim que um problema estava resolvido logo outro surgia.

O seu pai, um “chef", levou-a até a cozinha dele. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em lume alto. Assim que as panelas começaram a ferver. Numa das panelas ele colocou as cenouras, na outra colocou os ovos e, na última café em grão.
Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra. A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria a fazer.

Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas do fogão. Retirou as cenouras e colocou-as num prato. Fez o mesmo com os ovos e colocou-os numa tigela. Por fim serviu um pouco de café num pequeno recipiente.

Voltando-se para a filha, perguntou: Querida o que vês agora?
- Cenouras, ovos e café, respondeu ela.

Ele trouxe-a para mais perto e pediu-lhe que experimentasse as cenouras.
Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.
Ele então, pediu-lhe que segurasse no ovo e o partisse.
Ela obedeceu, e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura.
Finalmente, pediu-lhe que tomasse um gole do café.
Ela sorriu ao provar o seu aroma delicioso.
Ela perguntou: o que significa isto, pai?

Ele explicou que cada um deles enfrentara a mesma adversidade, a água a ferver, ainda assim cada um reagira de forma diferente.
A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida a água a ferver, amolecera e tornara-se frágil.

Os ovos eram frágeis. A sua casca fina protegia o interior. Mas após terem sido colocados na água a ferver, o seu interior tornou-se mais rijo.

Os grãos de café, contudo, eram incomparáveis. Depois de submetidos à água a ferver, haviam mudado a própria água.

Qual deles és?
Perguntou o pai à sua filha. Quando a adversidade bate a tua porta, como respondes?

És uma cenoura, um ovo ou um grão de café?

És como a cenoura que parece forte, mas com a adversidade ficas mole e tornas-te frágil, perdendo assim a tua força?

Será que és como o ovo, que começa com um coração maleável, mas depois de uma adversidade, tornas-te mais fechada e insensível? A tua “casca” parece a mesma, mas estás mais amarga e obstinada, com o coração e o espírito inflexíveis?

Ou será que és como o grão de café, que realmente muda a água a ferver, a própria adversidade que leva a dor? Quando a água fica a ferver, ele liberta toda a sua fragrância e sabor. Se és como o grão de café, quando as coisas estão na sua pior fase, ganha forças e alteras a situação em teu redor. Nas piores alturas, nos caminhos mais difíceis e mais longos elevas-te a ti própria para um outro nível.

Deixo-vos um DESAFIO…

Pense no presente: Quem sou eu?

Como faço a gestão das minhas adversidades? Sou uma cenoura, um ovo ou um grão de café?

segunda-feira, setembro 01, 2008

Livro do Mês:



Train Your Brain – Treine o Seu Cérebro
Ryuta Kawashima
Sebenta

Psicologia

Demora a encontrar as palavras certas para se expressar?Não se recorda onde põe as coisas?Tem dificuldade em lembrar-se dos nomes das pessoas?Então este é o livro perfeito para si.

Train Your Brain apresenta um método de treino do cérebro que permite recuperar a memória e combater o envelhecimento cerebral através de cinco minutos diários de cálculos simples, durante apenas 60 dias.

Após vários anos de investigação neurológica o Professor Ryuta Kawashima descobriu que a melhor forma de combater a perda de memória é efectuando contas simples e lendo em voz alta. A partir destas conclusões criou um método simples e eficaz de treino que já conquistou mais de 10 milhões de pessoas em todo o mundo e que inspirou a Nintendo a fazer o jogo Brain Training.

domingo, agosto 31, 2008


"Se acha que consegue, consegue, se acha que não consegue, não consegue. Em ambos os casos está certo." – Henry Ford

O Poder da Determinação de um Jovem

Uma pequena escola rural era aquecida por um velho e bojudo forno a carvão. Um miúdo de 8 anos tinha a função de ir mais cedo à escola todos os dias, para acender o fogo e aquecer a sala antes que a professora e seus colegas chegassem.

Numa manhã, eles chegaram e encontraram a escola engolida pelas chamas. Retiraram a pequena criança inconsciente do edifício em chamas, mais morta do que viva. Tinha queimaduras profundas na parte inferior do corpo e foi levado para o hospital da cidade vizinha.

Do seu leito, o semiconsciente e horrivelmente queimado miúdo ouviu ao longe o médico que conversava com sua mãe. O médico dizia-lhe que o seu filho tinha muito pouca hipótese de sobreviver - o que na realidade, até seria melhor - pois o terrível fogo devastara a parte inferior do seu corpo.

Porém o bravo miúdo não queria morrer. Ele convenceu-se de que iria sobreviver. De alguma maneira, ele realmente sobreviveu. Quando o risco de morte havia já passado, ele ouviu novamente o médico e sua mãe a falarem baixinho. A mãe foi informada de que, uma vez que o fogo destruíra tantos músculos na parte inferior do seu corpo, quase que teria sido melhor que ele tivesse de facto morrido, já que estava condenado a ser eternamente inválido e a não fazer uso algum dos seus membros inferiores.

Mais uma vez o bravo miúdo tomou uma decisão. Não seria inválido. Ele iria andar. Mas, infelizmente, da cintura para baixo, ele não tinha nenhuma capacidade motora. As suas pernas finas pendiam inertes, quase sem vida.

Finalmente, ele teve alta do hospital. Todos os dias a mãe massajava as suas perninhas, mas não havia sensação, controlo, nada. Ainda assim, a sua determinação em andar era mais forte do que nunca.
Quando ele não estava na cama, estava confinado a uma cadeira de rodas. Num dia ensolarado, a sua mãe conduziu-o até o quintal para tomar um pouco de ar fresco. Nesse dia, ao invés de ficar sentado na cadeira, ele atirou-se ao chão. Arrastou-se pela relva, puxando as pernas atrás de si.

Arrastou-se até a cerca de estacas brancas que limitava o terreno. Com grande esforço, levantou-se apoiando-se na cerca. E então, estaca por estaca começou a arrastar-se ao longo da cerca, decidido a andar. Começou a fazer isso todos os dias até que formou um caminho ao lado da cerca, e em volta de todo o quintal. Não havia nada que ele desejasse mais do que dar vidas àquelas pernas.

Finalmente, com as massagens diárias, com a sua persistência de ferro e com a sua resoluta determinação, ele foi capaz de se manter em pé, depois de andar, ainda que embora a coxear, mais tarde então, de andar sozinho. E por fim, de CORRER!

Começou a caminhar para a escola, depois passou a correr para a escola, e a correr, pura e simplesmente, pela alegria de correr. Na faculdade, integrou a equipa de atletismo.

Mais tarde, no Madison Square Garden, aquele rapaz sem esperanças de sobreviver, que seguramente não iria andar nunca mais, e que jamais poderia esperar uma dia correr - aquele rapaz determinado, o Dr. Glenn Cunningham, foi o corredor mais rápido do mundo na corrida da milha!

O que acreditamos conseguir torna-se realidade. Somos nós que impomos ou que ultrapassamos os nossos próprios “limites”… Não se limite, SUPERE-SE!

domingo, agosto 24, 2008


“Ou dá um passo em frente para o crescimento ou vai dar um passo atrás para a segurança." – Abraham Maslow

Ser FELIZ ou ter razão

Oito da noite numa avenida movimentada.
Um casal já esta atrasado para jantar na casa de alguns amigos.
A morada é nova, assim como o caminho, que ela verificou no mapa antes de sair.
Ele conduz o carro.
Ela orienta-o e pede para que vire na próxima rua à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita.
Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderão ainda ficar mal humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira a direita e percebe que estava errado.
Ainda com dificuldade, ele admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz inversão de marcha.
Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde.
Mas ele ainda quer saber: “Se tinhas tanta certeza de que eu estava a ir pelo caminho errado, deverias ter insistido mais!”
E ela diz: “Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz… Estávamos a beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite.”

Esta pequena história foi contada por uma empresária durante um seminário sobre Gestão de Conflitos, e ilustra a quantidade de energia que despendemos apenas para demonstrar que temos razão, independente de a termos ou não.

Desde que a ouvi, tenho-me perguntado com mais frequência:

Quero ser feliz ou ter razão?

Pense nisso e seja FELIZ…

domingo, agosto 17, 2008

"Ao olhar para vida de grandes homens, verifiquei que a primeira vitória ganha foi sobre si próprios… o poder da auto-disciplina em todos eles estava em primeiro lugar." – Harry S. Truman

Esvaziar os “Armários” da nossa VIDA

Todos os anos, há um momento em que olhamos para os nossos armários com um olhar crítico. Olhamos para aquelas roupas que não já não usamos há tanto tempo. Aquelas que tiramos do cabide de vez em quando, vestimos, olhamos ao espelho, confirmamos mais uma vez que não gostamos e guardamos de novo no armário.

Aquele par de sapatos que nos magoa os pés, mas que insistimos em mantê-lo guardado. Há ainda aquele fato caríssimo, mas que o casaco não cai bem, ou o vestido "espectacular" que recebemos de presente de alguém que amamos, mas que não combina connosco e nunca usamos. Às vezes tiramos alguma coisa e damos a alguém, mas a maior parte fica lá, guardada sabe-se lá porquê.

Um dia houve alguém que me disse: “tudo o que já não te serve e manténs guardado, só te traz energias negativas… Livra-te de tudo o que não usas e vais ver como te vai fazer bem!”

Acontece que o nosso guarda-roupa não é o único lugar da vida onde guardamos coisas que não nos servem mais. Todos temos um guarda-roupa desses no interior da nossa mente…

Esta semana sugiro um DESAFIO: Se considerar que a sua VIDA assim o justifica, invista 10 a 15 minutos do seu tempo na sua VIDA e verifique com algum cuidado no que anda a guardar por lá.

Experimente esvaziar e fazer uma limpeza naquilo que não lhe serve mais. Deite fora ideias, crenças, maneiras de viver ou experiências que não lhe acrescentam nada e lhe roubam energia. Se for caso disso faça uma limpeza nas “amizades”, naqueles “amigos” cujos interesses não têm mais nada a ver com os seus.

Junte-se a pessoas entusiasmadas que o(a) apoiem nos seus sonhos e projectos pessoais e profissionais. Não espere pelo momento certo, ou mesmo pelas "decisões de fim de ano", para fazer essa "limpeza interior". Comece agora e experimente aquele sentimento fantástico de liberdade.
Liberdade de não ter de guardar o que não lhe serve. Liberdade de experimentar o desapego. Liberdade de saber que mudou, mudou para melhor, e que só usa as coisas que verdadeiramente lhe servem e fazem bem.

sexta-feira, agosto 01, 2008

Livro do Mês:


Como Chegar Depressa, Indo Devagar
Lothar J. Seiwert
Centro Atlântico

Gestão

Sente-se completamente dominado pelo stress? Acha que o ritmo da sua vida é cada vez mais agitado? Por vezes, pergunta a si próprio como vai conseguir conciliar as suas inúmeras responsabilidades com a necessidade de descansar e descontrair? Ou como lhe será possível equilibrar a vida profissional e a privada de maneira exequível?
Em Como Chegar Depressa, Indo Devagar, Lothar J. Seiwert, especialista de topo em gestão do tempo, explica-lhe como o mero facto de «poupar tempo» já deixou de ser uma solução eficaz e porque é que a gestão do tempo da próxima geração terá de incluir, obrigatoriamente, técnicas holísticas de gestão pessoal e de vida. Desde a organização dos objectivos e prioridades de vida, ao planeamento e execução das tarefas diárias, este livro fornece-lhe múltiplas sugestões para o ajudar a vencer o stress, e a conquistar um equilíbrio duradouro entre o trabalho e a vida privada.


Este livro vai ajudá-lo a:

· desenvolver uma declaração de missão pessoal e objectivos de vida;
· identificar os seus «chapéus de vida» – os papéis que desempenha dia-a-dia;
· planear de forma efectiva os sete dias da semana;
· gerir as tarefas diárias com o máximo de eficácia possível.

«A vida é uma oportunidade muito especial, que merece ser festejada. Se, para si, ela não passa de uma corrida de resistência para ver quem chega primeiro, leia este livro. Ele ensina-o a viver de acordo com a sua perspectiva de vida e dinâmica pessoal». - KEN BLANCHARD

«Como Chegar Depressa, Indo Devagar corresponde a uma abordagem invulgar, numa área já congestionada. Este livro engenhoso, fascinante e revelador ajuda-o a descobrir e a conservar a vida equilibrada e bem sucedida que merece». - ANTHONY ROBBINS

«Escrito por um dos maiores especialistas mundiais do equilíbrio entre o trabalho e a vida privada, este livro espantoso equipa-o com ferramentas, técnicas e estratégias para obter maior rendimento no seu trabalho e ter a vida pessoal e familiar mais feliz do que alguma vez sonhou». - BRIAN TRACY

domingo, julho 27, 2008


"Um Guerreiro não desiste daquilo que ama. Ele descobre amor naquilo que faz." – Socrates (Peaceful Warrior™)

Mude a ESTRATÉGIA

A história é muito antiga, mas não menos curiosa. Algumas tribos africanas utilizam um engenhoso método para capturar macacos. Como estes são muito espertos e passam o tempo a saltar nos ramos mais altos das árvores, os nativos desenvolveram o seguinte sistema:


1) Pegam numa cumbuca (“pote”) de boca estreita e colocam dentro uma banana.

2) Em seguida, a cumbuca é presa no tronco de uma árvore frequentada por macacos, afastam-se e esperam.

3) Após isso, um macaco curioso desce, olha para dentro da cumbuca e vê a banana.

4) Enfia a mão e apanha a fruta, mas como a boca do recipiente é muito estreita, ele não consegue retirar a banana.

Surge um dilema: se largar a banana, a mão sai e ele pode ir-se embora livremente, caso contrário, continua preso na armadilha. Após algum tempo, os nativos voltam e, tranquilamente, capturam os macacos que teimosamente se recusam a largar as bananas. O final é um pouco trágico, pois os macacos são capturados para servirem de alimento…

Parece inacreditável o grau de “estupidez” dos macacos, não é? Afinal, bastava apenas largar a banana e assim ficar livre do destino de ir para a “panela”. Fácil demais... O detalhe deve estar na importância exagerada que o macaco atribui à banana. Ela já está ali, na sua mão... parece ser uma insanidade largá-la.

Muitas vezes nós humanos fazemos exactamente o mesmo que estes macacos. Quem nunca conheceu alguém que está totalmente insatisfeito com o emprego, mas insiste em permanecer mesmo sabendo que pode estar a criar uma depressão? Ou alguém que trabalha e não está satisfeito com o que faz, e ainda assim o faz apenas pelo dinheiro? Ou casais com relacionamentos completamente deteriorados que permanecem juntos a sofrer, sem amor e compreensão? Ou pessoas infelizes por causa de decisões antigas, adiam um novo caminho que poderia trazer de volta a alegria de viver?

A vida é preciosa demais para ser trocada por uma banana - que, apesar de estar na nossa mão, pode-nos levar directamente para a “panela”.


Por isso:

É hora de mudar e pensar de uma maneira diferente. Se não está a obter o que quer, mude a estratégia...